Sobre paradoxos
O maior toque divino da filosofia está sem dúvida nos paradoxos. Se for verdade que a lógica é o maior reduto humano do conhecimento, então os paradoxos – que podem ser descritos como contradições lógicas obtidas por via lógica (outro paradoxo) – constituirão, enfim, a mais remota fronteira do conhecimento, o limiar supremo, o momento onde a insanidade divina aparece desmascarada...
Eu, pessoalmente, adoro paradoxos. Alguns são terríveis. Godel, por exemplo, encontrou um que deu cabo da “consistência da aritmética” e quase provocou enfartes colectivos na horda dos matemáticos e filósofos dos inícios do século passado. Russell e Hilbert nunca chegaram a recuperar dessa machadada... e o próprio Godel parece ter enlouquecido, visto que, pelo que consta, morreu à fome com medo de ser envenenado...
Mas há paradoxos mais suaves, alguns até estéticos, como no caso dos desenhos do Mauris Escher. Adoro esse fulano. Vá lá que não deu em arquitecto...
Já os gregos adoravam paradoxos. Era de ver o pensador cretense Epiménides a bradar aos céus: “Todos os cretenses são mentirosos”, e a deixar atónitas as populações confundidas daquela cidade.
Um paradoxo que gosto particularmente de exibir por aí é este que trago na minha T-Shirt. Na parte da frente diz: “A frase na parte de trás é falsa” e na parte de trás diz: “A frase na parte da frente é verdadeira”. Impressionam-se mais gajas com uma t-shirt destas vestida que a ler-lhes o futuro na palma das mãos. Ficam a modos que numa espécie de limbo semi-hipnótico, completamente à mercê....
Mas o maior paradoxo de todos os tempos ouvi-o hoje, confidenciado por uma amiga (e note-se como se trata, de facto, de um paradoxo): Contou-me ela que saiu com um tipo de tal modo perfeito que a levou a pensar o seguinte: “Para um gajo destes sair com uma gaja como eu, é porque deve haver qualquer coisa de muito errado com ele.” E, sem mais explicações, deixou-o pendurado e foi-se embora sem remorsos...
Mastiguem lá este paradoxo!...
Eu, pessoalmente, adoro paradoxos. Alguns são terríveis. Godel, por exemplo, encontrou um que deu cabo da “consistência da aritmética” e quase provocou enfartes colectivos na horda dos matemáticos e filósofos dos inícios do século passado. Russell e Hilbert nunca chegaram a recuperar dessa machadada... e o próprio Godel parece ter enlouquecido, visto que, pelo que consta, morreu à fome com medo de ser envenenado...
Mas há paradoxos mais suaves, alguns até estéticos, como no caso dos desenhos do Mauris Escher. Adoro esse fulano. Vá lá que não deu em arquitecto...
Já os gregos adoravam paradoxos. Era de ver o pensador cretense Epiménides a bradar aos céus: “Todos os cretenses são mentirosos”, e a deixar atónitas as populações confundidas daquela cidade.
Um paradoxo que gosto particularmente de exibir por aí é este que trago na minha T-Shirt. Na parte da frente diz: “A frase na parte de trás é falsa” e na parte de trás diz: “A frase na parte da frente é verdadeira”. Impressionam-se mais gajas com uma t-shirt destas vestida que a ler-lhes o futuro na palma das mãos. Ficam a modos que numa espécie de limbo semi-hipnótico, completamente à mercê....
Mas o maior paradoxo de todos os tempos ouvi-o hoje, confidenciado por uma amiga (e note-se como se trata, de facto, de um paradoxo): Contou-me ela que saiu com um tipo de tal modo perfeito que a levou a pensar o seguinte: “Para um gajo destes sair com uma gaja como eu, é porque deve haver qualquer coisa de muito errado com ele.” E, sem mais explicações, deixou-o pendurado e foi-se embora sem remorsos...
Mastiguem lá este paradoxo!...

4 Comments:
hahahah! sei bem o que essa sua amiga sente. é aquela coisa: entrar pra clube que me aceite como sócia? nem pensar.. melhor é deixá-los mesmo todos dependurados
Mas amigo, depois de todo este tempo off repetes um post? aiaiaiai o senilipsismo ;-)
MrPCB
Não percebo onde é que está o paradoxo na história da tua amiga. Se nada é perfeito, algo perfeito está, de facto, errado. Certo?
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