Prato do dia: Machismo, constructivismo social, cosmologia e vaginas celestiais...
Apesar da emancipação exponencial da mulher desde a invenção da pílula, a desigualdade entre os sexos mantém-se em vários sectores, inclusive no próprio uso da linguagem. Por exemplo, a palavra touro pode significar “homem forte” enquanto a palavra vaca significa “puta”; um menino de rua significa menino pobre, sem abrigo, enquanto uma menina de rua significa puta; um vagabundo é um homem sem trabalho, uma vagabunda é uma puta; um puto é um miúdo, uma puta é... uma puta!! Podia continuar indefinidamente com outros exemplos, mas deixo isso para pensadores na esteira de Moore e Wittgenstein....
Ao longo do século XX, tem emergido uma nova vaga de intelectuais apostados (ou apostadas) em delatar os sintomas machistas mais subtis que ainda resistem em diversas esferas da sociedade, inclusivamente na própria instituição científica. São elas as chamadas feminalistas, ou feministas. Estas jóias (que raramente são fisicamente atraentes, já se esperava!) têm feito poderosas alianças com a revolucionária frente relativista pós-moderna, em defesa de ideias como: a evidência empírica é desnecessária, a verdade objectiva é inexistente e a ciência é um instrumento totalitarista nas mãos dos capitalistas e dos dominadores masculinos!! Sandra Harding, por exemplo, declara de pés juntos e pernas trancadas que a ciência moderna (e especialmente a física) “é não só sexista mas também racista, “classista” e culturalmente coerciva!”. Esta autora encara os “Principia” de Newton – provavelmente o mais importante livro científico de todos os tempos – como um “manual de violações”, tais são as perversões machistas que lá se encontram! Juntamente com amigas como Carolyn Marchant e Evelyn Fox Keller, a encantadora Harding proclama ainda que “as metáforas sexistas desempenham um papel importante no desenvolvimento da ciência moderna.” Trata-se, segundo ela, de uma espécie de “estupro marital, o marido como cientista forçando a natureza a satisfazer os seus desejos.”
Ou seja, as ciências naturais não só são meras construções sociais (como defendem os pós-modernos) como são trabalhadas com partidarismo machista.
Luce Irigaray, outra da mesma laia, vai ainda mais longe e faz notar a estranha fixação que os matemáticos têm por espaços curvos... e que dizer de termos como “buraco negro”, pergunta ela? Minha cara Irigaray, já agora porque não chamar-lhes protuberâncias do espaço-tempo alongadas ao infinito? E porque não alcunhar as singularidades de orgasmos cósmicos? Porque razão só em Vénus (o único planeta com nome de deus feminino) é que chove ácido sulfúrico? E que dizer das conotações pedófilas de fenómenos como “supernovas”?... Será o big-bang uma viril ejaculação divina?...
Ao longo do século XX, tem emergido uma nova vaga de intelectuais apostados (ou apostadas) em delatar os sintomas machistas mais subtis que ainda resistem em diversas esferas da sociedade, inclusivamente na própria instituição científica. São elas as chamadas feminalistas, ou feministas. Estas jóias (que raramente são fisicamente atraentes, já se esperava!) têm feito poderosas alianças com a revolucionária frente relativista pós-moderna, em defesa de ideias como: a evidência empírica é desnecessária, a verdade objectiva é inexistente e a ciência é um instrumento totalitarista nas mãos dos capitalistas e dos dominadores masculinos!! Sandra Harding, por exemplo, declara de pés juntos e pernas trancadas que a ciência moderna (e especialmente a física) “é não só sexista mas também racista, “classista” e culturalmente coerciva!”. Esta autora encara os “Principia” de Newton – provavelmente o mais importante livro científico de todos os tempos – como um “manual de violações”, tais são as perversões machistas que lá se encontram! Juntamente com amigas como Carolyn Marchant e Evelyn Fox Keller, a encantadora Harding proclama ainda que “as metáforas sexistas desempenham um papel importante no desenvolvimento da ciência moderna.” Trata-se, segundo ela, de uma espécie de “estupro marital, o marido como cientista forçando a natureza a satisfazer os seus desejos.”
Ou seja, as ciências naturais não só são meras construções sociais (como defendem os pós-modernos) como são trabalhadas com partidarismo machista.
Luce Irigaray, outra da mesma laia, vai ainda mais longe e faz notar a estranha fixação que os matemáticos têm por espaços curvos... e que dizer de termos como “buraco negro”, pergunta ela? Minha cara Irigaray, já agora porque não chamar-lhes protuberâncias do espaço-tempo alongadas ao infinito? E porque não alcunhar as singularidades de orgasmos cósmicos? Porque razão só em Vénus (o único planeta com nome de deus feminino) é que chove ácido sulfúrico? E que dizer das conotações pedófilas de fenómenos como “supernovas”?... Será o big-bang uma viril ejaculação divina?...

1 Comments:
Keep up the good work »
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