Ad Libitum
Sartre era um amigo da liberdade. A sua mensagem principal é justamente essa: “o homem está condenado a ser livre!”. Somos livres para todo o tipo de coisas: para passarmos no semáforo vermelho, para cometermos suicídio (para teoria ver Albert Camus, para prática ver Kurt Cobain) ou até para recusarmos prémios nóbeis, como o próprio Sartre tão gloriosamente soube exemplificar – gosto de fazer a analogia entre este seu acto e a crucificação de Cristo; ambos souberam sacrificar-se até ao extremo pelos seus ideais (ainda que cristo tenha feito batota, uma vez que depois ressuscitou... o patife!).
A liberdade sempre apaixonou os filósofos ao longo da história, e alguns chegaram mesmo a aplicar as conclusões sobre a temática às suas próprias vidas: Veja-se Kant, amante do apriorismo e dos conceitos inatos e intransponíveis: por consequência, levava uma rotina tão inflexível que os vizinhos acertavam os relógios pela sua saída para o passeio diário. Ou veja-se Foucault, tão receoso do panoptismo que acabou por ser uma das primeiras vítimas de sida...
Sartre, por seu turno, dava-se a sacrifícios maiores, em prole da sua filosofia existencialista. Como amante inusitado do liberalismo, acabou por juntar-se a uma das mais perigosas mulheres do pós-guerra: a Simone de Bevoir (mãe suprema do feminismo, para os leigos). Basta ler a Náusea e percebe-se os estragos que esta mulher lhe fez (e nos fez, indirectamente). Foi o início histórico da inversão dos sexos! Consigo imaginar o pobre Sartre a dizer, no leito da morte, mesmo antes do último suspiro: “Somos livres... mas são elas que decidem o que é a liberdade...”
A liberdade sempre apaixonou os filósofos ao longo da história, e alguns chegaram mesmo a aplicar as conclusões sobre a temática às suas próprias vidas: Veja-se Kant, amante do apriorismo e dos conceitos inatos e intransponíveis: por consequência, levava uma rotina tão inflexível que os vizinhos acertavam os relógios pela sua saída para o passeio diário. Ou veja-se Foucault, tão receoso do panoptismo que acabou por ser uma das primeiras vítimas de sida...
Sartre, por seu turno, dava-se a sacrifícios maiores, em prole da sua filosofia existencialista. Como amante inusitado do liberalismo, acabou por juntar-se a uma das mais perigosas mulheres do pós-guerra: a Simone de Bevoir (mãe suprema do feminismo, para os leigos). Basta ler a Náusea e percebe-se os estragos que esta mulher lhe fez (e nos fez, indirectamente). Foi o início histórico da inversão dos sexos! Consigo imaginar o pobre Sartre a dizer, no leito da morte, mesmo antes do último suspiro: “Somos livres... mas são elas que decidem o que é a liberdade...”

1 Comments:
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